terça-feira, 10 de maio de 2011

VI. PROBLEMAS AMBIENTAIS DA ATUALIDADE


1. Mudanças Climáticas
Ao longo da história da Terra, o clima apresentou mudanças, em todas as escalas de tempo. Entretanto, a mudança observada atualmente apresenta alguns aspectos distintos:
  • A concentração de CO2 na atmosfera observada em 2005 excedeu e muito, a variação natural dos últimos 650 anos,
  • As temperaturas médias globais de superfície são as maiores dos últimos cinco séculos,
  • Enquanto as mudanças do clima no passado decorreram de fenômenos naturais, a maior parte da mudança atual do clima, particularmente nos últimos cinqüenta anos, é atribuída às atividades humanas, ou seja, é de natureza antrópica.
Aquecimento Global e Mudança Global do Clima não são sinônimos, mas estão interrelacionados.  À medida que o mundo vai ficando mais quente, ocorre uma mudança no estado do clima que pode ser identificada, por exemplo, por alterações na média e/ou na variabilidade de parâmetros tais como temperatura, precipitação e vento, e que persistem por um longo período de tempo.
Por que o mundo está ficando mais quente?
O sol é uma fonte contínua de energia, parte da qual é refletida diretamente de volta ao espaço ao atingir o topo da atmosfera terrestre (dependendo de seu comprimento de onda e do que encontra ao seu caminho) e parte é absorvida pela superfície terrestre e também pela atmosfera.
A parte da energia solar que chega à superfície terrestre é absorvida pelos oceanos e pela superfície terrestre, promovendo o seu aquecimento.
Este calor é irradiado de volta ao espaço, mas é bloqueado pela presença de gases de efeito estufa, que apesar de deixarem passar a energia vinda do sol (emitida em comprimento de ondas menores), são opacos à radiação terrestre, emitida em maiores comprimentos de onda.
Este bloqueio que ocorre no sistema superfície-troposfera provoca o que denominamos de efeito estufa, que na verdade é um fenômeno natural. De fato, é a presença desses gases na atmosfera que torna a Terra habitável, pois caso não existissem naturalmente na atmosfera, a temperatura da Terra seria muito baixa, da ordem de -18° C.
Quando existe um balanço entre a energia solar incidente e a refletida, o clima se mantém praticamente inalterado. Entretanto, o balanço de energia pode ser alterado de várias formas:
  • Pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre;
  • Pela mudança na órbita da Terra ou do próprio sol;
  • Pela mudança na quantidade de energia que chega à superfície terrestre e é refletida de volta ao espaço, devido a presença de nuvens ou de partículas na atmosfera (também chamadas de aerossóis, que resultam de queimadas por exemplo).
  • À alteração na quantidade de energia de maiores comprimentos de onda refletida de volta ao espaço, devido à mudança na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
 ESQUEMA DO EFEITO ESTUFA
                 
                       
Quais são os principais gases de efeito estufa e suas origens?
Uma parte muito pequena dos gases que compõem a atmosfera produz o efeito estufa. O nitrogênio e o oxigênio, que constituem 99% dos gases presentes na atmosfera, exercem quase nenhum efeito estufa. O gás de efeito estufa mais importante e abundante é o vapor d’água, mas as atividades humanas têm uma influência muito pequena na quantidade de gás deste gás na atmosfera. Indiretamente, entretanto, o ser humano influencia na quantidade de vapor d’água através das outras atividades que promovem o aumento da temperatura, pois, há mais vapor d’água em uma atmosfera mais quente.
  • Dióxido de Carbono - CO2 e Monóxido de Carbono - CO: Resultantes do uso de combustíveis fósseis no transporte, sistemas de aquecimento e resfriamento em construções, produção de cimento e outros produtos. O desmatamento também libera Dióxido de Carbono, pelo processo de decomposição da madeira e seus resíduos e principalmente pelas queimadas, que representa a principal forma de desmatamento nos estados da Amazônia. Este gás é responsável por 52,5% do efeito estufa.
  • Metano ou CH4: resulta particularmente de atividades humanas relacionadas à agricultura e pecuária, distribuição de gás natural e aterros sanitários. É responsável por cerca de 17,3% do efeito estufa.
  • Óxido nitroso ou N2O: as emissões resultam, entre outros, do tratamento de dejetos animais, do uso de fertilizantes, da queima de combustíveis fósseis, e de alguns outros processos industriais. Assim como outros gases, também são gerados por processos naturais. Corresponde a 5,4% do efeito estufa.
  • Halocarbonos: formam uma família de gases, cuja concentração na atmosfera deve-se principalmente às atividades humanas. Os principais halocarbonos, regulados pelo Protocolo de Montreal, são os clorofluorcarbonos (CFCs), que foram muito utilizados na produção de geladeiras como agentes de refrigeração e nos produtos em forma de aerossóis. Com a constatação de que esses gases são responsáveis pela destruição da camada de ozônio, o uso deste foi regulamentado internacionalmente, diminuindo sua utilização.
A temperatura média global de superfície aumentou cerca de 0,74° C nos últimos 100 anos, entretanto, não foi contínuo nem uniforme em todas as partes do Planeta.  Em 157 anos, os anos mais quentes foram 1998 e 2005, e onze dos doze anos mais quentes da série ocorreram de 1995 a 2006.

 






2. Queimadas, Incêndios Florestais e Desmatamento
Os termos: queimadas e incêndios florestais, apesar de apresentarem prejuízos da mesma ordem, precisam ser diferenciados.
A queimada é um primitivo método de desmatamento e limpeza de terrenos, muito utilizado na agricultura para preparar o solo para plantios e formação ou renovação de pastagens. Estas não são proibidas, exceto em situações especiais de risco, e são regulamentadas por legislação. Necessitam de prévia autorização pelo órgão ambiental e utilização de técnicas preventivas que impeçam a propagação do fogo, causando incêndios florestais. Os incêndios florestais, além dos acidentes causados pelo homem através das queimas descontroladas e outras utilizações do fogo, podem ocorrer de forma natural, pela ação dos raios solares em ambientes com condições propícias, tais como: baixa umidade relativa do ar, longos períodos de seca.
Os principais danos causados pelas queimadas, incêndios florestais e desmatamento sob estes e outros processos são: a destruição da vegetação, de habitats, a morte de animais, a extinção local de espécies, a perda de matéria orgânica no solo e a sua exposição à erosão. Além disso, contribuem também para o efeito estufa com a liberação de grandes quantidades de gás carbônico para a atmosfera e são também a causa de poluição do ar mais freqüentemente citada pelas prefeituras, pois, a queima do lixo doméstico ainda é prática muito comum nas cidades, apesar de proibida.
Para evitar os incêndios, deve-se fazer queimadas somente com expressa autorização do órgão ambiental e de forma preventiva com a construção de aceiros e barreiras ao fogo. Os aceiros são ruas ou valas ao redor de toda a área a ser queimada, e variam de 1 a 3 metros de largura, dependendo da vegetação.
3. Recursos Hídricos
3.1. Distribuição da água no Planeta
A maior parte da superfície da Terra está coberta por água (70%), por isso a chamamos de Planeta Azul. Do volume total de água do planeta, 97,5% é salgada, compondo os mares e oceanos, e apenas 2,5% é doce.
Porém, da água doce existente na Terra, 68,9% formam as calotas polares, geleiras e neves eternas (que cobrem os cumes das montanhas), 0,9% corresponde à umidade do solo e pântanos, 0,3% aos rios e lagos, e os 29,9% restantes são águas subterrâneas.
Desta maneira, do total de água doce disponível para consumo, descontando-se aquela presente nas calotas polares, geleiras e neves eternas, as águas subterrâneas representam um total de 96%, conforme apresentado na figura abaixo.
                                 

A água doce não está uniformemente distribuída pela superfície do planeta, ocorrendo regiões de extrema escassez e outras com relativa abundância. No Brasil, um dos países com maior disponibilidade hídrica da Terra (13,8%), existe regiões extremamente ricas como a Amazônica, e outra com baixa disponibilidade.
3.2. Ciclo Hidrológico
O ciclo hidrológico ou ciclo da água é o movimento contínuo da água, presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do sol, que provocam a evaporação das águas dos oceanos e dos continentes.  Na atmosfera, a água forma nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, na forma de chuva, granizo, orvalho e neve.
Nos continentes, a água precipitada pode seguir os diferentes caminhos:
  • Infiltra e percola (passagem lenta de um líquido através de um meio) no solo ou nas rochas, podendo formar aqüíferos, ressurgir na superfície na forma de nascentes, fontes pântanos, ou alimentar rios e lagos.
  • Escoa sobre a superfície, nos casos em que a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo.
  • Evapora retornando à atmosfera. Em adição a essa evaporação da água dos solos, rios e lagos, uma parte da água é absorvida pelas plantas. Essas por sua vez, liberam a água para a atmosfera através da transpiração. A esse conjunto, evaporação mais transpiração, dá-se o nome de evapotranspiração.
  • Congela formando as camadas de gelo nos cumes das montanhas e geleiras.
Apesar das denominações água superficial, subterrânea e atmosférica, é importante salientar que, na realidade, a água é uma só e está sempre mudando de condição.
3.3. Impactos sobre as águas
Com o crescimento das cidades e aumento da demanda por água, tanto em ambiente urbano quanto rural, os problemas envolvendo a manutenção da qualidade e da quantidade das águas superficiais e subterrâneas tendem a se agravar. Neste contexto, é importante lembrar que tudo que afeta as águas subterrâneas pode também afetar as águas superficiais, já que estas possuem uma forte relação.
As fontes mais comuns de poluição e contaminação da água são:
·         Deposição de resíduos sólidos no solo: descarte de resíduos provenientes das atividades industriais, comerciais ou domésticas em depósitos a céu aberto, conhecidos como lixões. Nessas áreas, a água da chuva e o líquido resultante do processo de degradação dos resíduos orgânicos (denominado chorume). Tendem a se infiltrar no solo, carreando substâncias potencialmente poluidoras. Metais pesados e organismos patogênicos (que provocam doenças).
·         Deposição de resíduos nos leitos: O descarte de resíduos sólidos em rios, lagos e mares é um potente poluidor das águas. Esses elementos também contribuem para a mortandade de peixes e outros animais.

·         Esgotos e fossas: o lançamento de esgotos diretamente sobre o solo ou sobre a água, os vazamentos em coletores de esgotos e a utilização de fossas construídas de forma inadequada constituem as principais causas de contaminação da água.
·         Atividades agrícolas: fertilizantes e agrotóxicos utilizados na agricultura podem contaminar as águas com substâncias como compostos orgânicos, nitratos, sais e metais pesados. A contaminação pode ser facilitada pelas chuvas e pelos processos de irrigação mal manejados que, ao aplicarem água em excesso, colaboram para que estes contaminantes atinjam os aquíferos.
·         Mineração: a exploração de alguns minérios, com ou sem utilização de substâncias químicas em sua extração, produz rejeitos líquidos e /ou sólidos que podem contaminar os aquíferos.
·         Vazamento de substâncias tóxicas: vazamentos de tanques em postos de combustíveis, oleodutos e gasodutos, além de acidentes no transporte de substâncias tóxicas, combustíveis e lubrificantes.
·         Cemitérios: fontes potenciais de contaminação da água, principalmente por microorganismos.
3.4. Mata Ciliar
Matas ciliares são florestas ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que margeiam rios, igarapés, lagos, olhos d’água (minas, nascentes) e outros corpos d’água, mesmo que temporários ou construídos pelo homem, como as represas. O nome mata ciliar decorre do fato de ela ser tão importante para a proteção dos rios como são os cílios para os nossos olhos.
A importância dessa vegetação é a de manutenção dos corpos hídricos, através da fixação dos solos pelas raízes das plantas, que impedem o desmoronamento da estrutura lateral   terras, causando o que chamamos de assoreamento. Isso muitas vezes leva um aquífero à sua completa exaustão.
As matas ciliares são consideradas Áreas de Preservação Permanente, instituídas pelo Código Floresta Brasileiro. Isso significa que elas não podem de forma alguma ser utilizadas, destruídas ou alteradas. A faixa de manutenção dessas matas varia em função da largura dos rios.
3.5. Impermeabilização do solo
A impermeabilização do solo a partir da construção de casas, prédios, asfaltamento de ruas, ausência de jardins e parques, entre outros, reduz a capacidade de infiltração da água no solo.
Como a água não encontra local para infiltrar, acaba escoando pela superfície, adquirindo velocidade nas áreas de declive acentuado, em direção às partes baixas do relevo. Os resultados desse processo são bastante conhecidos: redução do volume de água na recarga dos aquíferos, erosão dos solos, enchentes e assoreamento dos cursos d’água. As enchentes causam grandes prejuízos à população, não só materiais, como de saúde (doenças de veiculação hídrica). Em locais sem redes pluviais e/ou coleta de lixo, o escoamento superficial tende a carregar grande quantidade de sedimentos e de lixo para os rios, aumentando os riscos de enchente e comprometendo ainda mais a qualidade destas águas.
4. RESÍDUOS SÓLIDOS
4.1.Tipos de resíduos
 Definem-se resíduos sólidos como o conjunto dos produtos não aproveitados das atividades humanas (domésticas, comerciais, industriais, de serviços de saúde) ou aqueles gerados pela natureza, como folhas, galhos, terra, areia, que são retirados das ruas e logradouros pela operação de varrição e enviados para os locais de destinação ou tratamento. Também podemos definir lixo como: os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semi-sólido ou semilíquido (com conteúdo líquido insuficiente para que este líquido possa fluir livremente).

Como classificar o lixo?
São várias as formas possíveis de se classificar o lixo.
Por sua natureza física: seco e molhado;
por sua composição química: matéria orgânica e matéria inorgânica;
pelos riscos potenciais ao meio ambiente:
perigosos, não-inertes (NBR-100004).
Normalmente, os resíduos são definidos segundo sua origem e classificados de acordo com o seu risco em relação ao homem e ao meio ambiente em resíduos urbanos e resíduos especiais.

Os resíduos urbanos, também conhecidos como lixo doméstico, são aqueles gerados nas residências, no comércio ou em outras atividades desenvolvidas nas cidades. Incluem-se neles os resíduos dos logradouros públicos, como ruas e praças denominados lixo de varrição ou público. Nestes resíduos encontram-se: papel, papelão, vidro, latas, plásticos, trapos, folhas, galhos e terra, restos de alimentos, madeira e todos os outros detritos apresentados à coleta nas portas das casas pelos habitantes das cidades ou lançados nas ruas.

Os resíduos especiais são aqueles gerados em indústrias ou em serviços de saúde, como hospitais, ambulatórios, farmácias, clínicas que, pelo perigo que representam à saúde pública e ao meio ambiente, exigem maiores cuidados no seu acondicionamento, transporte, tratamento e destino final. Também se incluem nesta categoria os materiais radioativos, alimentos ou medicamentos com data vencida ou deteriorados, resíduos de matadouros, inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos e dos restos de embalagem de inseticida e herbicida empregados na área rural.

De acordo com a norma NBR-10 004 da ABNT -- Associação Brasileira de Normas Técnicas --, estes resíduos são classificados em:
Classe I - Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente e exigem tratamento e disposição especiais, ou que apresentam riscos à saúde pública. Classe II - Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.

Classe III - Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo, são resíduos como restos de construção, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações.

Os resíduos compreendidos nas Classes II e III podem ser incinerados ou dispostos em aterros sanitários, desde que preparados para tal fim e que estejam submetidos aos controles e monitoramento ambientais. Os resíduos Classe I - Perigosos, somente podem ser dispostos em aterros construídos especialmente para tais resíduos, ou devem ser queimados em incineradores especiais. Nesta classe, inserem-se os resíduos da área rural, basicamente, as embalagens de pesticidas ou de herbicidas e os resíduos gerados em indústrias químicas e farmacêuticas.

Uma outra classificação dos resíduos pela origem, pode ser também apresentada: o lixo domiciliar, comercial, de varrição e feiras livres, serviços de saúde e hospitalares; portos, aeroportos e terminais ferroviáros e rodoviários, industriais, agrícolas e entulhos. A descrição destes tipos é apresentada na sequência e a responsabilidade pelo seu gerenciamento é apresentada na Tabela a seguir.

Domiciliar

Aquele originado da vida diária das residências, constituído por setores de alimentos (tais como, cascas de frutas, verduras etc.), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. Contêm, ainda, alguns resíduos que podem ser tóxicos.

Comercial

Aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como, supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes etc. O lixo destes estabelecimentos e serviços tem um forte componente de papel, plásticos, embalagens diversas e resíduos de asseio dos funcionários, tais como, papel toalha, papel higiênico etc.

Público

São aqueles originados dos serviços:
  • De limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, de córregos e de terrenos, restos de podas de árvores etc.;
  • De limpeza de áreas de feiras livres, constituídos por restos vegetais diversos, embalagens etc.
Serviços de saúde e hospitalar

Constituem os resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc. São agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazos de validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X etc.

Resíduos assépticos destes locais, constituídos por papéis, restos da preparação de alimentos, resíduos de limpezas gerais (pós, cinzas etc.), e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos, são considerados como domiciliares.

Portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários
Constituem os resíduos sépticos, ou seja, aqueles que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos, trazidos aos portos, terminais rodoviários e aeroportos. Basicamente, originam-se de material de higiene, asseio pessoal e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados e países. Também neste caso, os resíduos assépticos destes locais são considerados como domiciliares.

Industrial
Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papelaria, alimentícia etc. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros e cerâmicas etc. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

Agrícola
Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita etc. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. Também as embalagens de agroquímicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos.

Entulho
Resíduos da construção civil: demolições e restos de obras, solos de escavações etc. O entulho é, geralmente, um material inerte, passível de reaproveitamento.
4.2. RESPONSABILIDADE
de quem é a responsabilidade pelo gerenciamento de cada tipo de lixo?
TIPOS DE LIXO
RESPONSÁVEL
Domiciliar
Prefeitura
Comercial
Prefeitura
Público
Prefeitura
Serviços de saúde
Gerador (hospitais etc.)
Industrial
Gerador (indústrias)
Portos, aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários.
Gerador (portos etc.)
Agrícola
Gerador (agricultor)
Entulho
Gerador ou prefeitura

18 comentários:

  1. Os problemas ambientais não podem ser considerados por épocas. O que tem que ser feito, e consideramos os impactos e propormos soluções e medidas cabiveis a esses problemas para não comprimetermos nossa propria sobrevivência.

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  2. Acontece muito de um ficar jogando a responsabilidade para cima dos outros e com isso a destinaçao destes residuos solidos nao e realizada da forma correta trazando serios riscos a sociedade.

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  3. A questão da falta de gestão em relação à ida de produtos recicláveis aos lixões, mascarados como aterros sanitários e cada vez mais cheios pelo simples motivo: a falta de cultura da população e somado com a irresponsabilidade dos gestores da temática, não implantando uma política de coleta seletiva efetiva, com o destino dos produtos recicláveis ‘recolhidos’, implementando ate mesmo uma política publica de geração de emprego e renda para as varias iniciativas comunitárias, sociais e ate empresariais. Um grande passo e avanço nessa questão, foi através da institucionalização da política nacional de resíduos sólidos, levando em conta as iniciativas dos ‘catadores’, incentivando sua organização, gerando emprego e renda, melhoria da qualidade de vida e sobretudo, a responsabilidade em relação aos produtos em todo seu processo de produção, através da real adoção da logística reversa. Cabe sim a cada um de nós separar pelo menos o ‘lixo’ seco (papel, papelão, garrafas pet, vidro, lata, plásticos em geral, embalagens tetrapak, embalagens de plástico, etc.) do ‘lixo’ molhado (restos de comida, por exemplo); para que os aterros sanitários não sofram sobrecarga devido ao abarrotamento com produtos que poderiam retornar como outros úteis para a sociedade, como por exemplo, com o recolhimento, ‘reciclagem’ e emprego da pesquisa e da tecnologia adequada de pneus usados, retornando como cimento/manta asfáltica; garrafas pets ‘manufaturadas’ como vassouras, cortinas, bolsas/sacolas, telhas ecológicas e até tecido. Teremos sim, num futuro não distante, onde nunca mais veremos sacolas plásticas nos aterros sanitários, matando a fauna aquática, poluindo visualmente nossos rios e igarapés, não veremos mais também latas de alumínio (de cerveja e refrigerantes) e garrafas de vidro em vias publicas, nos lixões, em áreas de lazer, pode demorar um pouco mais, mas esse dia chegará!

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  4. A preservaçãodo meio ambiente é o tema do momento. O homem que antigamente era considerado o agente modificador do planeta, passou a ser o agente destruidor do meio ambiente. Em seu beneficio, destruiu a floresta, poluiu os rios, igarapés e lagos. Queimou as florestas, modificando assimn o clima do planeta. Hoje, se corre contra o tempo no sentido de parar essa destruição, conservar o queainda existe e deesenvolver atividades para reconstituir o que já foi destruido. É um trabalho árduo mas não impossivel, pois depende de recursos e de tempo. Uma das primeiras providencias é o trabalho de educação ambiental.
    João Manoel

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  5. Gleiciane Ferraz23 de maio de 2011 07:37

    A participação da sociedade para a solução da crise ambiental em que vivemos é essencial. Só que as leis ambientais não são conhecidas pela população em geral e nem são divulgadas... Assim fica difícil mobilizar sem que a população entenda seus direitos e deveres!

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  6. Bárbara B B S Nogueira23 de maio de 2011 07:39

    Os problemas ambientais são muitos e dependendo de onde se mora se convive com mais ou menos deses problemas. As grandes cidades por ex. sobre muito com as ilhas de calor, com as inchentes decorentes principalmente dos lixos jogados nas ruas.
    As queimas são outro ploblema grave, pois a maioria acontece por imprudencia das pessoas, ou agricultores que querem limpar a área para fazer a plantação, e por está seco o fogo se alastra e o mesmo perde o controle, isso quando o fogo não inicia por que alguem jogou uma bituca de cigaro em um logal seco e o fogo começa. Temos também os impactos causados na água, pois industrias jogam residuos sem tratamentos nos rios, a população joga lixo em qualquer lugar.
    Um exemplo é a ação da FEMACT no Rio Brancoque em uma manhã retirou no Rio quase uma tonelada de lixo,e entre ele 03 (três) refrigeradores.

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  7. As queimadas são problema grave, pois a maioria acontece por imprudencia, outros impactos são os residuos liquidos jogados pelas industrias nos corrégos dos rios. Se não preservamos, os descendentes sofreram.

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  8. Um pai, joga uma garrafinha de agua pela janela do carro, o filho repreende o pai, mas este lhe retruca dizendo, que só aquela garrafa, não vai prejudicar o meio ambiente.
    Pense em quantos idiotas desses jogam lixo pela janela do carro, vai chegar o tempo em que prefeitura nenhuma vai conseguir dá destino a tanto lixo, se esse pensamento continuar assim.
    Temos tantas possibilidades de reciclagem, por que não colocamos em prática, se cada um fizer a sua parte, e certo que os lixões deixaria de existir.

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  9. Nadir de Almeida Matos25 de maio de 2011 07:55

    O Capítulo em epígrafe define com clareza as causas dos problemas ambientais e seu efeitos;Como Mudanças Climáticas,Queimadas, Incêndios Florestais e Desmatamento,Recursos Hídricos, Resíduos Solidos;O que realmente precisa urgente é a efetividade das políticas públicas , consciência e ação por parte dos Gestores Públicos,Agentes Públicos e sociedade Civil ,pois quando as ações de um objetivo são executadas em equipe ,com eficaz e eficiência,os resultados almejados são alcançados.

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  10. O ser humano deve ser responsavel pelos seus atos, como cidadão, e sempre lembrar que a sua liberdade, de poder fazer qualquer coisa termina quando vive em uma comunidade respeitando o proximo.
    a percepçãp ambiental de como as coisas se relacionam e como ocorrem, o efeito estufa sempre existiu, se não não haveria vida na terrra, o que aumentou foi a concentração dos gases CO2, CH4 e os CFCs, para se ter uma noção de acordo com genabaldo freire, a cada três toneladas de produção de residuo solido domestico, será gerado uma tonelada de CO2 para atmosfera.
    Precisamos ter em mente que somos parte do meio ambiente temo que refretir nossas atitudes.

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  11. Elizete de Souza26 de maio de 2011 06:44

    É verdade que o ciclo natural da água é um movimento que acontece de maneira contínua mas, não será o momento de repensarmos e percebermos que ele está comprometido na medida em que acontece tantas agressões no meio ambiente?!

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  12. Elizete de Souza26 de maio de 2011 08:12

    O verdadeiro problema dos resíduos não consiste na sua geração, mas sim na ineficiência da fiscalização dos órgãos competentes no que diz respeito a operacionalização do sistema de tratamento.

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  13. Elizete de Souza26 de maio de 2011 08:33

    Em relação aos estabelecimentos de saúde todos os resíduos gerados devem obedecer 6 fases de manuseio: segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento e destinação final de modo a garantir a segurança dos profissionais que lidam com esse tipo de resíduo, mas na prática isso não acontece pois a falta de investimento adequado do dinheiro público faz com que esse funcionamento aconteça de maneira precária, obrigando esses profissionais a improvisar recipientes inadequados que temporariamente "solucionam" esse problema. Que absurdo!

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  14. Inaê da Rocha Pereira Loureiro26 de maio de 2011 10:24

    Os problemas ambientais são complexos, pois envolvem muitos interesses sociais e econômico, mas isso não inibe que nos, profissionais do meio ambiente, nos posicionemos de maneira contundente na preservação e conservação ambiental, por mais que isso cause transtornos e custos econômicos e sociais, pois só assim conseguiremos uma proteção ambiental de fato e de direito.

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  15. Sean da Silva Pereira Loureiro26 de maio de 2011 10:28

    A ação do homem contra o meio ambiente agora se volta contra ele. É inegável as mudanças climáticas e a pesada carga de poluição e lixo que destroem o planeta. O grande problema ambiental é a falta de conscientização por parte das grandes nações, por mais que o Brasil, em especial a Amazônia, preserve ou proteja suas florestas, estudos comprovam que os paises “desenvolvidos” são os grandes responsáveis pela poluição. Todos tem que contribuir com o meio ambiente inclusive esses países.

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  16. A grande quantidade de residuos produzidos atualmente é o maior probelma ambiental do nosso planeta, isso somado a grande falta de conciencia que ainda podemos observar na maioria da população, nos torna os principais responsaveis pelo grande desastre ambiental que se anuncia para as proximas decadas, a batalha que esta sendo travada no que se refere a educação e concientização ambiental e importante e extremamente necessária mas diante do cenário que podemos observar a cada dia imagino se nós "seres humanos" não demoramos demais para nos preocupar e começamos muito tarde a tentar remediar nossos exageros e crimes com a natureza.
    Como parte deste ecossistema espero realmente que consigamos reverter o quadro em que nos encontramos, usando nosso conhecimento e engenhosidade, que ate pouco tempo atras so nos condenava, para agora trabalho pela melhora de nossa qualidade de vida ecologicamente correta.

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  17. Marialva Araújo27 de maio de 2011 11:49

    A problemática ambiental não tem solução imediata, porém, se houver persistência dos Gestores Ambientais apoiados pelos Governantes nos Projetos de Educação Ambiental, haverá sim, grandes possibilidades de uma melhoria na qualidade de vida.

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  18. Aquecimento Global e Mudança Global do Clima estão acarretando Mudanças Climáticas que por causa dos gases estufa estao deixando, o planeta mais quente.

    Os principais causadores da emissão dos gases estufa são: Queimadas, Incêndios Florestais e Desmatamento. Que afetam a Distribuição da água no Planeta.

    O lixo produzido pela população tambem contribui para o aumento da produção de elementos toxicos.

    Na verdade o problema ambiental no Brasil esta longe de ser resolvido e não vai acontecer de uma hora para outra.

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